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Vejo muita gente, perguntando como ajudar jovens que sofrem com transtorno alimentar. Vejo outras pessoas que nunca tiveram a doença, tentando ajudar e acabam errando, mesmo sem querer. Ao mesmo tempo fico tão realizada de ver que tem tanta gente, ajudando, lutando, que o BREATHE esteje virando uma familia cada vez maior. Então eeu vou colocar uma parte do capitulo do livro que eu estou escrevendo para ajudar a vcs que tem duvida de como lidar com pessoas qe tem anna (anorexia) e/ou mia (bulimia). Gostaria de lembrar que eu não sou psicologa, não sou nenhuma profissional no assunto, apenas ajudo com a minha experiencia.
“boa intenção é o começo, mas não basta” A primeira coisa é que quem não tem um transtorno alimentar, precisa entender que a cabeça de quem tem é diferente. Se você quer se aproximar de uma anoréxica pra ajudá-la, não adianta forçá-la a comer, nem evitar que uma bulímica induza o vômito ou impedir que um Comedor Compulsivo pare de comer demais. Não foque imediatamente na comida ou nos hábitos alimentares dessa pessoa. Os Transtornos Alimentares estão diretamente relacionados a problemas emocionais que a própria pessoa não consegue ou não pode resolver. Além disso, saiba que são pessoas com graves distúrbios na imagem corporal realmente se enxergam gordas, mesmo estando magérrimas e também de auto-estima são pessoas que não gostam de si mesmas. Isso pode ter acontecido por inúmeras razões e só um profissional de saúde poderá realmente curá-las. Quem tem um Transtorno Alimentar está doente, não foi uma escolha consciente. Não a critique dizendo que ela quer chamar atenção ou que está com “frescurite”. Isso não é verdade e só a fará se sentir pior do que já está. Muitas vezes, a pessoa sente medo ou vergonha de pedir ajuda. Geralmente, acredita que não é merecedora de tratamento. Então se você está realmente disposto a ajudar, a primeira coisa a fazer é ser carinhoso e se oferecer para ouvir, porém sem ficar oferecendo conselhos e dizendo “ah, já me senti assim uma vez quando...”. Ouça. E se ela te pedir um conselho, seja honesto, mas gentil. Não esqueça que ela não está assim porque quer. Não ameace. Se a pessoa confiar em você e decidir que está pronta para conversar, deixe que ela fale, dê valor à confiança que ela depositou em você e não a traia afinal você se ofereceu para ajudar. Incentive-a a procurar ajuda profissional. Somente especialistas podem curar, ela não se curará sozinha. Procure se informar sobre o Transtorno em questão. Leia e saiba mais sobre o problema, sintomas e possíveis tratamentos. Quando você voltar a conversar com a pessoa, ela se sentirá mais segura e saberá que pode confiar em você, que você está interessado no que ela tem a dizer e disposto realmente a ajudar. Nunca, nunca mesmo, diga algo como “Por que você está fazendo isso comigo/ com sua família/ com você mesmo?”. Quem tem um Transtorno Alimentar não está fazendo isso com você, nem com ninguém, e sim lutando muito consigo mesmo, em seu interior. É bom ter isso em mente quando quiser fazer perguntas, que são egoístas, ou que magoam (mesmo que sem intenção). Além disso, esse tipo de atitude só vai perpetuar o sentimento de culpa que quem sofre com TA já tem. “Você tem uma vida tão boa. Qual é o seu problema, hein?” Não é uma opção consciente (na maioria dos casos) a pessoa escolher isso como estilo de vida ao contrário de ser uma pessoa feliz e com auto-estima saudável e equilibrada. O Transtorno Alimentar é o mecanismo que ela usa para conseguir lidar com a depressão ou a auto-rejeição que aumenta dentro dela há muito tempo. É um reflexo externo do que a pessoa sente em seu interior. Maridos maravilhosos, filhos perfeitos, amigos sempre pode ter estado presentes, na verdade tem pouca ou mesmo nenhuma influência na criação de uma auto-estima saudável para que a pessoa consiga se curar, lidar bem com os problemas que a vida lhe apresenta e aprender a acreditar que merecem desfrutar das coisas boas que a vida oferece e da felicidade. Estes Transtornos têm a ver com o sofrimento interior da própria pessoa e de como ela se sente em relação a si mesma.
Espero que tenha ajudado. Obrigada a todos vcs ! |
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