De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade
20/01/2010
ALCINO LEITE NETO
VIVIAN WHITEMAN
da Folha de S.Paulo

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão descarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.

Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo "mercado" internacional --indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

Alguns, mais sinceros, dizem que não querem "gordas", com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de "cabides de roupas".

Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.
Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas.

Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia.

O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são "as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto". É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Comentários: 1 - clique aqui e deixe seu comentário | Nota postada por: Nana Reis - No dia: 28/01/2010
Espanha proíbe anúncios que exaltem 'culto ao corpo'
Propaganda de produtos de emagrecimento, tratamentos e cirurgias plásticas é vetada na maior parte do dia.



O Parlamento da Espanha aprovou, na quinta-feira dia 07/01/10, uma lei que proíbe a exibição na TV de anúncios que "exaltem o culto ao corpo" das 6h às 22h..

Estão na mira anúncios de produtos de emagrecimento, tratamentos de beleza e cirurgias estéticas, que, na visão dos parlamentares, associam a imagem de sucesso com a de padrões físicos e representam influências negativas para crianças e jovens.

A vice-presidente do governo, Maria Teresa Fernández de la Vega, disse no Parlamento que o objetivo da medida é "evitar o rechaço da auto-imagem".

"A publicidade que associa a imagem de sucesso com fatores como peso ou estética incita a discriminação social pela condição física e deve estar fora do horário protegido para os menores de idade".

Segundo o governo, a lei também ajudará a evitar a propagação de transtornos como a anorexia e a bulimia porque "as tradicionais campanhas comerciais estéticas podem prejudicar o desenvolvimento físico, mental ou moral."

A nova medida que, chegou ao Parlamento espanhol sob polêmica, livra apenas os alimentos descritos como "baixos em calorias" ou "light".

Revolta

Mas a lei já provocou protestos de associações de anunciantes, que ameaçam recorrer a tribunais internacionais.

"Essa lei merece repulsa porque o governo abusa do direito de legislar e prejudica a todos, do consumidor à indústria. É excessiva e arbitrária, e vamos apelar à Comissão Européia de Informação", disse à BBC Brasil a presidente da Associação Espanhola de Anunciantes, Patrícia Abril.

As campanhas publicitárias de produtos de beleza e estética arrecadam mais de 500 milhões de euros por ano na Espanha, segundo dados do Ministério de Indústria.

Em 2009, foram emitidos quase 450 mil anúncios de beleza e higiene nas TVs espanholas, o terceiro setor em volume de investimento e faturamento publicitário.

Só a maior rede de clínicas de cirurgia estética do país, Corporación Dermoestética, anunciou seus serviços durante 4,4 mil minutos em propaganda televisiva no ano passado.

O governo, no entanto, insiste no argumento da defesa dos menores. Por isso a lei de audiovisual restringe ainda os anúncios de cigarros, álcool, pornografia e jogos de azar, além de filmes, séries e propagandas com "violência gratuita", que só podem aparecer nas telinhas entre as 22:01 e as 5:59.

Apoio

A decisão do Estado tem o apoio de instituições como a Associação de Usuários de Comunicação (AUC) e a Confederação Espanhola de Pais e Mães de Alunos (Ceapa).

"Pode parecer muito restritiva a princípio, mas realmente é uma lei protetora para os menores. De onde saem estes casos chamativos de crianças querendo fazer cirurgias estéticas ou sofrendo com a anorexia, senão do bombardeio publicitário?", questionou à BBC Brasil o presidente da Ceapa, Pedro Rascón.

Para a presidente da AUC, Esperanza Rodríguez, a lei ajuda a "acabar com a impunidade das emissoras de TV".

"As televisões sempre fizeram escolhas baseadas em seus interesses sem que ninguém questionasse estas atuações. Já era hora de regulamentar o setor em benefício público", diz.

Fonte: g1.com.br
Comentários: 0 - clique aqui e deixe seu comentário | Nota postada por: Nana Reis - No dia: 19/01/2010
Sobre o site!
Bom, devido a algumas mudanças que a equipe do Breathebr.org fez aqui, os nossos e-mails do shopping e de contato não estavam funcionando, mas este problema já foi resolvido, quem fez sua encomenda da camiseta em nosso shopping, por favor faça novamente,e quem mando alguma materia, uma historia etc.. para nosso e-mail, queira mandar novamente, pois o nossos e-mails não estavam ativados.


Pedimos desculpas pelo transtorno.

:: Equipe: Breathebr.org
:: E-mail: Contato@breathebr.org
Comentários: 0 - clique aqui e deixe seu comentário | Nota postada por: Jhone - No dia: 05/12/2009
Depoimento, Anna Reis
Olá gente!Bom, pra quem não me conhece eu sou a Anna Reis (Nana), Presidente da campanha Breathe Br.Há alguns meses, as meninas da nossa comunidade haviam pedido para que eu gravasse um depoimento de como foi a minha experiencia com a anorexia e a bulimia,e aqui deixo o video que gravei...
Mais abaixo, tem o texto que escrevi da minha história.

Comentários: 0 - clique aqui e deixe seu comentário | Nota postada por: Nana Reis - No dia: 03/12/2009
Você pode voltar a Sorrir!
A vida é curta demais pra perdemos tempo com o espelho, que nos engana e não mostra o que temos no coração.

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Comentários: 0 - clique aqui e deixe seu comentário | Nota postada por: Nana Reis - No dia: 03/12/2009

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